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Torcida capilarizada do SPFC foi a força do San-São

Torcida do SPFC deu show na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT) - foto Rubens Chiri

Por Ricardo Flaitt, Alemão |

Santos versus São Paulo foi um jogo difícil de assistir. Jogo arrastado, modorrento, com leve melhora no início do segundo tempo e um gol de Boschila.

Em síntese, representou um San-São sem forças, de cabelos cortados, daqueles em que o editor do programa esportivo terá de ser criativo para formular 5 minutos de melhores momentos.

O maior destaque na partida não esteve dentro de campo, mas fora dele: a torcida do São Paulo, que invadiu a Arena Pantanal, em Cuiabá, no Estado do Mato Grosso, fez um show à parte e demonstrou que o Tricolor paulista vem expandindo consideravelmente sua torcida em diversos pontos do país. De fato, impressionou a quantidade de são-paulinos no Mato Grosso. Não só a quantidade, mas a vibração pelo clube.

Na verdade, desde o desembarque do São Paulo em Mato Grosso, a torcida mostrou sua enorme paixão pelo clube, promovendo cenas dignas de entrada do ônibus no Morumbi em dia de jogo importante.

Reportagem do site Globo Esporte publicou que um casal saiu de Rondônia e percorreu 1.200 Km só para ver o São Paulo. O que representa isso senão amor por um clube de futebol, que ultrapassa qualquer explicação lógica ou psicológica?

Torcida do SPFC em Cuiabá: é preciso canalizar a força de um time 3 vezes campeão do mundo (foto Rubens Chiri)

O São Paulo, uma nação que caminha para 20 milhões de torcedores no Brasil precisa, na gestão Aidar, que vem promovendo grandes e corretas reformas estruturais no clube – grande choque de gestão, fidelizar essa grande massa Tricolor, de modo a fortalecer a marca e os cofres do clube.

Um exemplo, dentre várias situações possíveis atreladas ao marketing é a de expandir o programa de sócio-torcedor, assim como já faz o Internacional de Porto Alegre, com bem menos torcedores, mas com mais de 100.000 sócios, que garante uma renda extraordinária, que ultrapassa os R$ 35 milhões de reais.

Já estamos carecas de saber., é preciso que a diretoria do São Paulo inicie um mapeamento da torcida do São Paulo no Brasil e, a partir dos dados, canalize a força do São Paulo para o Morumbi. Existem várias iniciativas, não necessariamente há de se inventar a roda, no entanto, chegou o momento de fazê-la girar, pois o futuro dos clubes dependem desses reforços orçamentários que vem das arquibancadas.

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RICARDO FLAITT (Alemão) é assessor de imprensa do Sindicato Nacional dos Aposentados, estudante incompleto de Filosofia (Unesp), cursa o último ano de História e, sobretudo, é um cronista-torcedor apaixonado pelo São Paulo. E-mail: flaitt.ricardo@gmail.com | Facebook/rflaitt | twitter.com/flaittt

A bolha especulativa e a ciranda financeira auto-destrutiva dos clubes brasileiros

Futebol brasileiro, inserido numa bolha irreal, começa apresentar os primeiros sinais de colapso

 Por Ricardo Flaitt (Alemão)

Para o torcedor comum, o futebol é um mundo à parte da sociedade. A grande massa, que labuta diariamente, que move essa grande engrenagem chamada Brasil, absorve-o como uma pílula, ingerida em média duas vezes na semana, para fazer suportar os descaminhos deste país com tantas desigualdades.

Aos mais esclarecidos, resume-se praticamente ao sarro com os amigos do trabalho, parentes e à diversão nos estádios como momentos de lazer e entretenimento.

Mas a realidade é que o futebol faz parte da máquina do mundo. É parte do sistema, tendo como reflexo as regulações do mercado, a conjuntura econômica do país, dentre outras conexões do Capital.

O que se vê, atualmente, são os clubes brasileiros, em sua imensa maioria, afundando-se em dívidas, fazendo empréstimos em bancos, antecipando cotas de televisão para cobrir rombos no orçamento, a ponto de estarmos começando a presenciar casos até mais graves, como o do Botafogo, que um dia ostentou um Garrincha para o mundo e agora  encontra-se em verdadeira bancarrota.

Também a Portuguesa, que disputou a segundona do Paulistão,  foi recém lançada para a 3ª divisão do Campeonato Brasileiro e vive situações insustentáveis a ponto dos funcionários do clube promoverem greve por falta do pagamento de salários.

Ressalvo que estou me alicerçando em alguns clubes de primeira divisão do futebol brasileiro. Os times do interior, então, sofrem ainda mais com esse novo futebol inflacionado e surreal. Mas nos atentemos aos “grandes”.

O mundo financeiro entrou em colapso em 2008 com a crise nos Estados Unidos, quando o sistema de crédito voltado para o mercado imobiliário entrou num espiral, criando uma verdadeira bolha, em que os bancos chegaram a dever 13 vezes o seu patrimônio líquido e rombo de 15 trilhões, que precisou do aporte financeiro de todo o mundo. O futebol brasileiro, ainda que se diferencie nas cifras, quanto ao modus operandi, caminha na mesma direção, com ares da quebra da Bolsa de Nova Iorque, em 1929, a quebra recente refletiu nos mercados, agora globalizados,  em grande parte do mundo.

A crise, de certa forma, foi absorvida no Brasil. Se não absorvida, sua reverberação vem chegando tardia e gradativamente. Porém, ainda que os países desdobravam-se para manter a estabilidade de suas economias, no Brasil vivia-se sob a ilusão de ser o país em franco desenvolvimento.

Trazendo para o campo do futebol, os clubes de futebol também embarcaram nesta ideia de que o Brasil, país-sede da Copa do Mundo, das Olimpíadas, do desenvolvimento, da melhoria tinha galgado alguns patamares. Afinal, estamos dentre as principais economias do mundo, ainda que milhões enfrentem as dificuldades mais perversas do sistema (mas isso é assunto para outro texto).

Surfando a onda do “desenvolvimento”, mesmo após a quebra do sistema hipotecário americano, os clubes passaram a cometer verdadeiras loucuras em seus cofres. Dentre tantas – que considero alucinações – destaco duas marcantes:

As contratações de Alexandre Pato, em 2013, pelo Corinthians, por 40,5 milhões de reais, tirando-o do gigante europeu Milan; e a de Leandro Damião, que saiu do Internacional com destino ao Santos por 42 milhões de reais, conforme índice do euro à época, quebraram os paradigmas do mercado da bola no Brasil.

Além dos valores pagos pelos direitos do atleta, há que considerar os investimentos em salários, que passaram a ter como parâmetros os euros dos clubes na Europa. Impensáveis para a realidade da economia do futebol, inserido na estrutura macroeconômica brasileira.

Umas das diferenças é que os clubes brasileiros não contam com os bilhões de euros dos mecenas mundiais, que compram clubes, dentre outras coisas, como se uma criança comprando sua primeira bicicleta.

Também não desfrutam de patrocinadores milionários em suas camisas; não possuem um forte sistema de associados, que geram fortes receitas aos cofres, nem de torcedores com potencial para que se explore em sua plenitude o marketing esportivo, como no caso dos europeus, que pagam seus jogadores praticamente com a venda de camisas de um novo craque contratado.

O Corinthians, a exemplo, possui uma folha de pagamento de 10 milhões de reais mensais e até este momento já acumulou um déficit de 40 milhões na temporada. A previsão orçamentária para 2015 está em colapso, pois ainda há que se considerar que o clube terá de começar a pagar prestações que beiram R$ 100 milhões de reais do estádio adquirido/construído.

Fatos que nos levam a crer que o contestado Mano Menezes também pode estar sendo vítima de uma “fritura amiga” nesta nova ordem de readequação financeira, onde não se cabe mais pagar um salário de R$ 630 mil por mês.

O São Paulo, assim como muitos outros – para não parecer que estou tentando colocar crise em outros clubes que não sejam do meu coração -, também possui uma folha de pagamento muito alta e não consegue fechar um patrocínio máster para a sua camisa. Renda que, em geral, cobria os gastos com salários do time.

As dificuldades em fechar patrocínios são reflexos da crise que assola, de forma velada, o país. Há dificuldade para firmar patrocínios com valores abaixo das cifras de anos atrás.

Falando ainda do São Paulo, mas como parte de um todo, indo do micro para a situação macro, a empresa distribuidora de uniformes e o patrocinador máster negociaram a rescisão do contrato por não estarem suportando tamanha pressão dos valores em relação à situação do mercado.

Temerosos (alguns até mesmo assustados diante dos déficits), muitos clubes estão parando gradativamente de ficar olhando para o céu e estão começando a colocar novamente os pés nos chão. Não há outro caminho a ser feito.

Palmeiras e Vasco, dentre tantos outros, já estão sendo vitimados, em estágio avançado, por esta bolha especulativa no mercado da bola.

Desta forma, ou se começa agora se reorganizarem, considerando o contexto da situação econômica do país, ou muitos terminarão como o glorioso Botafogo do Rio de Janeiro, que depende de uma intervenção governamental, até mesmo divina, para não ver fechar as portas de um dos clubes mais tradicionais e com um das histórias mais ricas do futebol mundial. A Portuguesa, com 94 anos de história, já se encontra sendo velada no Canindé.

Ficam, dentre tantas outras, as seguintes perguntas:

Como ficarão os clubes, tão dependentes de cotas televisivas, num tempo em que os ibopes das transmissões de futebol caem vertiginosamente e os grupos estão chamando os clubes para reverem os valores?

Até quando o mercado da bola – inserido no mercado do Brasil pós-período eleitoral – vai suportar essa falsa realidade que criamos para nós mesmos?

Em tempos de 7 a 1, muito mais do que se promoverem discussões acerca da formação de craques, construção de centros de treinamentos, ainda que não se fale abertamente sobre isso, é preciso também pautar os modelos de gestões dos clubes, que se afundam a cada ano na areia movediça de um mercado capitalista, que engole tudo o que nele cai.

RICARDO FLAITT (Alemão) é assessor de imprensa do Sindicato Nacional dos Aposentados, estudante incompleto de Filosofia (Unesp), cursa o último ano de História e, sobretudo, é um cronista-torcedor apaixonado pelo São Paulo | E-mail: flaitt.ricardo@gmail.com | Facebook/rflaitt | twitter.com/flaittt

Paulo Miranda do SPFC é, antes de tudo, um forte

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 Por Ricardo Flaitt (Alemão)

Na partida entre São Paulo e Emelec, quinta-feira (30/10), no Morumbi, pela Copa Sul-Americana, não foram somente os 3 a 0 do primeiro tempo e a forma como o Tricolor tomou dois no início do segundo, que chamaram a atenção. A opressão da torcida em relação a Paulo Miranda também.

Jonathan Doin, mais conhecido como Paulo Miranda, chegou ao São Paulo em 2012, vindo do Bahia, com status de xerifão, sob o contexto de um Tricolor que precisava se reforçar na zaga pelo fato de que, em 2011, perdera os zagueiros Miranda, Alex Silva e Renato Silva, sofria com as contusões constantes de Rhodolfo, Xandão, Luiz Eduardo e a ausência de Bruno Uvini, que servia à Seleção Brasileira Sub-20.

No Morumbi, Paulo Miranda não conseguiu emplacar uma sequência de boas atuações. Com falhas em clássicos, passou a ser duramente criticado, ou praticamente apedrejado, pela torcida (inclusive por mim e que aproveito para pedir desculpas por também ter atirado pedras em situações anteriores).

Assim, foi perdendo espaço, até culminar numa situação extrema, quando a diretoria do São Paulo, minutos antes da partida contra a Ponte Preta, em Campinas, no dia 02 de maio de 2012, pela Copa do Brasil, determinou que o técnico Leão afastasse o jogador.

Para um fraco, uma situação como esta seria o fim da história de qualquer jogador em um clube. No entanto, Paulo Miranda, não se abateu, não polemizou, aguentou firme e seguiu no São Paulo.

Leão e os jogadores do São Paulo acataram, mas não aceitaram a decisão da diretoria, que minimizou o comando do técnico e expôs o jogador de forma abusiva.

UMA NOVA INQUISIÇÃO

Paulo Miranda, mesmo sob forte pressão, não se abateu, não pediu para sair. Aguentou firme as críticas e seguiu trabalhando. Ganhou nova oportunidade como lateral e surpreendeu com boas atuações. No entanto, passados mais de dois anos, a torcida do São Paulo parece querer montar um novo tribunal de Inquisição da  Arquibancada a Paulo Miranda.

Bastou a equipe, em sentido todo, geral – não individual – vacilasse nos minutos iniciais do segundo tempo contra o Emelec, que a torcida começou a apedrejá-lo.

Rogério Ceni mostrou mais uma vez porque é mito, dentro e fora de campo, ao defender Paulo Miranda, argumentando acertadamente que as falhas não poderiam recair sobre um jogador. Além de estar dizendo a verdade, considerando a partida em si, mostrou a união do grupo e o caráter daqueles que formam o São Paulo 2014.

O zagueiro-lateral é boa opção para compor o elenco do São Paulo, que vem buscando reforçar e ampliar o elenco para a temporada 2015.

Considerando o permanente tribunal das arquibancadas, que oscilam mais que o São Paulo, muitos no lugar do zagueiro teriam se abatido, desistido, procurado outro clube. Porém, Paulo Miranda é, antes de tudo, um forte e merece respeito não só como atleta, mas como o homem que foi e está sendo para suportar tamanha pressão.

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Ricardo Flaitt, o Alemão, é jornalista (MTb 40.939), estudou Filosofia (UNESP/Marília) e Letras (UNESP/Assis) ao mesmo tempo; mas abandonou para estudar História. Lançou o livro de poesias “O Domesticador de Silêncios” e venceu, dentre outros concursos literários, duas vezes o Mapa Cultural Paulista, evento promovido pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo nas categorias Literatura e Composição Musical. Escreve sobre cinema nos sites da Força Sindical e no Culturalmente Santista. @flaittt

SPFC rompe as 2 linhas de 4, faz 4, mas toma 2 do Emelec

A antilógica matemática do futebol

 Por Ricardo Flaitt (Alemão)

O placar de 3 a 0 para o São Paulo, construído nos 45 minutos iniciais, não representou uma partida fácil. O segundo tempo, conforme a lógica do futebol, determinou um resultado inexato para o Tricolor, que na matemática da Sul-Americana rompeu as 2 linhas de 4, fez 4, tomou 2 em 1 partida que se deixou complicar.

O Emelec, como se diz no dicionário informal do futebol, foi um time encardido. Marcou duro, fez catimba o tempo todo, truncou a partida e provocou, como toda equipe sul-americana. Fez com que o São Paulo, pelo talento e pela intensidade, encontrasse três gols no primeiro tempo.

Ainda que truncado, mas com a vantagem do placar do primeiro tempo, a expectativa do torcedor era de que o São Paulo ampliasse o placar no segundo.

A intensidade, a pegada e o poder marcação do São Paulo no primeiro tempo transformou-se em desorganização no segundo. Com a saída de Maicon para a entrada na zaga de Antônio Carlos, o time desequilibrou-se no meio-campo. O time do Emelec, conhecido no Equador por “Elétricos, por ter sido formado pela Cia de Energia, parece ter consumido a luz do SPFC. Hudson, que teve boa atuação no primeiro tempo, atuando na lateral direita, não se encontrou ao lado de Souza. Ficou uma clareira no meio.

É fato que um placar de 4 a 2 é considerável, mas a crítica se faz quanto à forma como esses dois gols foram tomados…

O PONTO DE DESEQUILÍBRIO | A ausência de Maicon, que gerou desequilíbrio no meio, teve o mesmo efeito negativo de quando o meia deixou a partida contra o Atlético Mineiro, pelo Brasileirão-14. Sem Maicon, o Tricolor perdeu em marcação, articulação e deixou espaços no meio.

O PRIMEIRO TEMPO

Aos 12 minutos do primeiro tempo, Maicon carregou a bola do meio para o ataque, abriu para Kaká, que tocou novamente ao volante, já na linha da grande área. Maicon encontrou Michel Bastos, que bateu no canto direito do goleiro.

O PRIMEIRO SUSTO | Aos 14/1ºT, Herrera pegou uma bola no próximo ao círculo central, avançou, bateu rasteiro no canto direito e Rogério Ceni se esticou todo para colocar a bola para escanteio. Única jogada de gol do Emelec, que parou no brilhantismo de Ceni, demonstrando – se é que precisa – mais uma vez que mesmo aos 42 anos jogo em alto nível. Espetacular!!!

A partida continua truncada, com o São Paulo tentando articular jogadas para vencer os dois muros da linha de quatro formada pelo Emelec.

Quando tudo parecia que o primeiro tempo caminhava para terminar um a zero, eis que Ganso recebeu uma bola no meio, deu um passe daqueles que só os craques sabem, enfiando a bola em meio aos zagueiros em direção a Kaká, que se enroscou, mas a bola sobrou para Hudson, que bem chegou de trás para marcar o segundo.

Depois do segundo gol o Emelec se desorganizou um pouco na marcação, deu mais espaços e foi num destes buracos que o São Paulo, aos 44/1ºT encontrou um contra-ataque com Ganso, que pegou a bola, deu uma invertida de gênio, lançando da ponta esquerda para encontrar Kaká na direita. O meia, dentro da área, ajeita para Kardec um pouco atrás, o atacante deu um corte seco e lindo no zagueiro, para finalizar no canto direito de Dreer. Três a zero. 

O SEGUNDO TEMPO

Antônio Carlos entra na zaga no lugar de Maicon. Com isso, Hudson vai para o meio e Paulo Miranda para a lateral direita.

Logo aos 2 minutos, o São Paulo sai mal da defesa, o Emelec, que flexibilizou a linha de quatro, lança Bolaños na ponta esquerda, nas costas de Edson Silva. O atacante equatoriano avançou em diagonal, bateu forte, vencendo Rogério Ceni.

O São Paulo volta disperso. Aos 5, contra-ataque para o Emelec, com perigo, mas Bolaños finalizou mal.

O duro golpe veio aos 9. Com a saída de Maicon, ficou um buraco no meio-campo. O jogador equatoriano, sozinho, fez um lançamento do círculo central nas costas de Edson Silva, que não pegou na corrida, e o Mena sai na cara do gol, para empurrar para as redes. O jogo equilibrou-se e engrossou para o lado Tricolor.

Só deu para respirar quando Antônio Carlos, aos 24/2ºT, depois de pegar bola cruzada por Hudson, cabeceia e faz o quartro gol. Ufa!

NOVO SUSTO | Aos 37/2ºT Rogério Ceni faz mais um milagre, impedindo o Emelec de fazer o terceiro.

Depois a partida, que poderia ter outro resultado, mais tranquilo, mais amplo e ainda mais positivo para o São Paulo, se acentou.  A partida seguiu seu cronômetro até o apito final do árbitro.

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Ricardo Flaitt, o Alemão, é jornalista (MTb 40.939), estudou Filosofia (UNESP/Marília) e Letras (UNESP/Assis) ao mesmo tempo; mas abandonou para estudar História. Lançou o livro de poesias “O Domesticador de Silêncios” e venceu, dentre outros concursos literários, duas vezes o Mapa Cultural Paulista, evento promovido pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo nas categorias Literatura e Composição Musical. Escreve sobre cinema nos sites da Força Sindical e no Culturalmente Santista. @flaittt

Conheça o Emelec, adversário do SPFC na Sul-Americana

O Emelec está em 1º lugar no Campeonato Equatoriano

Por Ricardo Flaitt (Alemão)

Os torneios que interligam os clubes na América do Sul ganharam força e peso no Brasil, a partir da década de 90, depois que o São Paulo sagrou-se bicampeão da Copa Libertadores e do Mundo entre 92 e 93, projetando-se internacionalmente.

Quanto à palavra América, podemos colocá-la no plural, uma vez que clubes do México, ao norte, já foram convidados e participaram das competições aqui no sul.

Porém, mesmo que transcorridos quase 25 anos, ainda parece que sabemos mais dos clubes europeus do que os clubes do nosso continente.

Hoje (30/10), às 20h15, no Morumbi, o São Paulo Futebol Clube enfrenta o Emelec, pela Copa Sul-Americana. E fica a pergunta: –  Você conhece o Emelec?

Equatoriano, com 85 anos de existência, o Emelec foi fundado na cidade de Guaiaquil, em 28 de abril de 1929, quando o superintendente da empresa, George Lewis Capwell, apaixonado por esportes, resolveu montar uma equipe de futebol.

A ideia inicia também compreendia a formação de equipes de baseball e boxe.

Fundado em 1929, somente em 1946 subiu para a primeira divisão do futebol equatoriano. O nome da equipe formou-se a partir de uma sigla com as palavras EMPRESA ELÉCTRICA DEL ECUADOR, tendo as estrelas de seu escudo como representante das 24 províncias do país.

“Os Elétricos”, assim como são denominados, tem como seu maior jogador da história Jorge Pibe Bolaños Carrasco, considerando também o segundo melhor jogador do Equador. Rompeu as fronteiras para jogar no Riber Plate da Argentina.

Atualmente está em primeiro lugar na tabela do campeonato equatoriano, nove pontos à frente de seu maior rival, o Barcelona de Guaiaquil.

Será a primeira vez que o São Paulo enfrentará a equipe do Equador.

Confira a galeria de títulos dos “Elétricos”: 

Títulos Nacionais – Campeonato Equatoriano: 11

1957, 1961, 1965, 1972, 1979, 1988, 1993, 1994, 2001, 2002, 2013.

Vice-campeonato equatoriano: 12

1960, 1963, 1966, 1967, 1970, 1989, 1996, 1998, 2006, 2010, 2011, 2012

Campeonato Equatoriano da 2ª Divisão: 

1981

Melhores participações internacionais

Copa Libertadores da América: 3º lugar – 1995

Copa Merconorte: 2º lugar – 2001; 4º lugar – 2000

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Ricardo Flaitt, o Alemão, é jornalista (MTb 40.939), estudou Filosofia (UNESP/Marília) e Letras (UNESP/Assis) ao mesmo tempo; mas abandonou para estudar História. Lançou o livro de poesias “O Domesticador de Silêncios” e venceu, dentre outros concursos literários, duas vezes o Mapa Cultural Paulista, evento promovido pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo nas categorias Literatura e Composição Musical. Escreve sobre cinema nos sites da Força Sindical e no Culturalmente Santista. @flaittt. (*Com informações do site oficial do Emelec)